Sinto muito, sinto e muito.

14 de ago de 2013
Repeti na frente do espelho algumas vezes: Eu sou idiota, ingênua e as vezes Burra (com letra maiúscula porque eu posso quebrar a cara, alma e coração pelo mesmo motivo milhares de vezes e mesmo assim eu não aprendo).
Tenho mania de tentar me enganar que sempre vai ser diferente; que vou sair sem traumas, dores e amores. O problema é que de tanto tentar me enganar, nem eu mesma acredito: Nunca é diferente. Eu sempre prometo que não vou mais me entregar e quando vou ver... Merda! Me joguei de um precipício antes mesmo de conferir se a queda seria muito grande, quebrei a cara e não tem ninguém do meu lado para estender a mão e me ajudar a colher os cacos.
Talvez esse seja o meu maior problema: É que eu espero. Espero que tenha alguém ali do meu lado. Espero que as pessoas façam por mim o que eu faria de olhos fechados por elas, espero que sintam por mim pelo menos um terço do que eu sinto, que tenham tanto medo de me perder como eu tenho medo de perde-las, que lembrem de mim com o mesmo sorriso no rosto que eu me lembro delas, que falem de mim com o mesmo carinho que eu falo delas...
E quando vou ver, estou quase tocando a campainha às quatro da madrugada pra mendigar um pouquinho de amor, carinho, atenção... Quando vou ver, estou quase pegando meu celular às cinco da madrugada pra dizer que eu sinto... Sinto muito, sinto e muito. E queria que demonstrasse que também sente para eu não me sentir tão tola por sentir tanto...
Porque, às vezes, quando você acha que está sozinha nesse mundão e não tem mais forças para aguentar os golpes e rasteiras que a vida anda te dando, a única coisa que você precisa é que alguém te dê a mão e mostre que passará por tudo ao seu lado. E, assim, você percebe que a vida fica mais bonita e menos difícil quando compartilhamos tudo o que sentimos e entregamos tudo o que somos a alguém. 

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Theme Base por Erica Pires © 2013 | Powered by Blogger | Todos os direitos reservados | Melhor Visualizado no Google Chrome | Topo