A bagunça que você me causou.

5 de fev de 2015


Eu não quero que você apareça na porta da minha casa durante a madrugada pedindo desculpa, dizendo que se arrependeu e quer voltar. Se não está sendo fácil pra você, imagina pra mim!... Eu só quero que você pegue suas coisas jogadas pelo chão e vá embora. Já que a bagunça que você fez aqui dentro você não é capaz de arrumar, me deixa um pouco sozinha pra tentar associar todas as palavras que você me disse e toda a dor que você me causou.

Eu lembro daquela madrugada... Fazia frio, mas mais frio só você com sua prepotência e seu egoísmo... Não que eu esperasse muito mais de você, mas precisava ser assim? Precisava pisar em mim sem dó nem piedade? Precisava judiar dos meus sentimentos? Precisava se tornar alguém que eu prefiro nem lembrar? Precisava se tornar a música que eu não quero mais ouvir? Precisava transformar todos os dias felizes e todas as nossas histórias em arrependimento? Um "NÃO" ecoa pela minha cabeça... Assim, em letra maiúscula mesmo.

Não precisava ser do jeito que foi, não precisava um dos dois sair ferido, não precisava envolver mágoa e rancor, não precisava ter esperado as coisas chegarem no ponto que chegaram para dizer que não dava mais, não precisava ter quebrado minha cara, não precisava ter sido tão desprezível, não precisava ter me decepcionado, não precisava ter acabado com tudo o que construímos... Não precisava de nada disso...

Te ver ir embora de mala e cuia me traz um pouco de paz, calmaria, brisa leve... Porque quando você estava aqui era ventania, desordem, desalinho, desarrumação. Você conseguiu passar por mim sendo furacão e como uma criança levada deixou toda bagunça pra eu arrumar. E eu arrumo, todos os dias, pensando que nunca mais vou deixar a janela aberta. A próxima ventania que quiser entrar vai ter que bater na porta, tocar a campainha, esperar eu olhar pelo olho mágico, perguntar quem é e pensar se pode entrar. Porque depois de você visitas surpresas não são bem-vindas.

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