Cartas para Zé - Você é um baita dum espaçoso.

3 de set de 2015

Zé, são exatamente 02h20 da madrugada e acordei porque eu estava quase caindo da cama. Você está deitado ao meu lado em um sono profundo. Acho que agora você está sonhando com alguma coisa bem bonita. Você sorri e suspira e eu te observo enquanto minha única companhia é o barulho dos ponteiros - que fazem sua dança rotineira. Enquanto você dorme eu paro para pensar como seria se eu tivesse que te esperar de cavalo branco: eu ainda estaria sentada até agora. O máximo que você conseguiria era vir fantasiado de BoJack Horseman. Aliás, queria te contar que enquanto esperava meu ônibus chegar eu ouvia você conversar com seu amigo sobre essa série babaca que achei que eu era a única que assistia. Ali eu descobri que era você. Eu só precisei te pedir um cigarro e você perguntar se eu tinha fogo com o seu sorriso mais sacana para tudo começar. Aliás, Zé, preciso te confessar uma coisa: eu demorei 4h para te responder no dia seguinte mas minha bateria estava cheia, minha internet ótima e eu morrendo de vontade de falar com você. Só não queria parecer uma louca desesperada. É que eu sabia que era você, Zé. Tem coisa que ninguém precisa contar, a gente descobre sem muito esforço. Eu sabia que era você desde a primeira vez que vi seus olhos cor de mel sorrindo para mim. Eu sabia que era você desde a primeira vez que senti o seu perfume passeando pelo ar. Eu sabia que era você quando entendi suas intenções em um único sorriso. Eu sabia que era você, Zé. Agora são 02h48 e você se mexeu, Zé. Você é um baita dum espaçoso. Comecei a escrever enquanto você dormia para dizer que mesmo que a minha cama de solteiro seja pequena meu coração é gigante: ele cabe você quantas vezes você quiser entrar, Zé.

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